terça-feira, 27 de março de 2012

O vazio que dá...

É só comigo ou todo mundo tem um vazio quando termina de escrever uma história? Ou quando acaba o aniversário?
Eu essa semana, eu tive duas "depressões". E elas não foram legais.
Uma: Eu estava escrevendo um roteiro. É um roteiro razoável, ao meu ver (como sou eu que escrevo, não vou dizer que é uma coisa genial, até porque eu sou muito crítica comigo mesma). E então, no meio de uma aula eu escrevi aquelas três letrinhas que algumas pessoas temem: "FIM" e eu escrevi exatamente assim como está entre as aspas. Em caixa alta e sem o ponto final. Acredito que não pus o ponto final porque talvez não seja o final daquela história, pode ser o início de uma próxima história. Aliás, eu só coloquei o "FIM" no final, só por protocolo mesmo. Sabe? Quando você tem que terminar uma história e você sabe que aquele final é perfeito e se tiver mais alguma coisa, pode estragar.Mas, se você cortar aquilo a mais que você escreveu pode ficar pior do que já estava. Enfim... Será que alguém me entende ou eu sou uma completa lunática?

A segunda depressão, foi a que eu nomeei de: DPFDA, isto é: Depressão Pós Festa De Aniversário.
Sim, eu fiz 20 anos. DUAS FUCKING DÉCADAS (eu ainda NÃO ESTOU ACREDITANDO NISSO) esse final de semana. E a minha festa começou às 23:30 do dia 23 de Março e só acabou as 4:00 do dia 25 de Março. Foram mais ou menos 28 horas e 30 minutos de festa. Começou com uma tequila e acabou com a vodka.
E sabe quando você consegue juntar as pessoas queridas? Então. Eu juntei a maioria das pessoas que são queridas em duas festas.
Eu queria comemorar, eu queria rir, eu queria brincar, dançar, tirar fotos, comer, beber. O resultado: foi Ana Luíza sem pé e sem voz.
Eu estou sem voz porque, pela primeira vez em 20 anos, choveu no dia do meu aniversário. Então, eu me dei o direito a lavar minha alma e dançar duas das minhas músicas favoritas na chuva. E dancei mais outras também.
Lavei minha alma. E essas duas festas me deu alegria suficiente pra lidar com muita coisa que vem por aí.

Enfim, é muito ruim esses dois vazios. Você sabe que acabou, mas não quer que acabe. Porque se acabar não tem mais volta. Quando se coloca o "fim" significa que não tem volta. Acabou. Não tem volta.
Quando se coloca o "FIM" o que temos a fazer é virar a página e seguir em frente. E começar a escrever uma nova história.
Agora a escolha é nossa, se devemos colocar o FIM ou não.

Boa Noite e Boa Sorte.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Leões nossos de cada dia...

Todos nós temos ídolos.
Os meus, normalmente, são atrizes lindas e maravilhosas, premiadas e bem sucedidas.
Eu as idolatro, aliás, idolatria não é o termo certo. O termo certo é: paixão. Admiração.

Vamos refazer a frase:
Eu as admiro porque meu maior sonho, no fundo, no fundo, é me apresentar para uma plateia num trabalho incrível e ser aplaudida de pé. Coisa que acontece com elas facilmente.
Enfim, estou aqui para falar que: hoje, eu vi uma peça sobre os últimos dias de vida de uma atriz.
Uma que trabalhou desde os 2 anos e provavelmente um dos seus primeiros filmes foi o maior sucesso e ela virou a queridinha da américa.
Sim, estou falando de Judy Garland.
Não sou fã dela, mas a peça me fez parar pra pensar um pouco.
Judy procurava alguém que lhe desse forças. Queria alguém que ela amasse para sempre. E esse alguém retribuísse na mesma intensidade.
Mas, ao meu ver da história, ela nunca achou. E quando achou, ela cega de amor por Mickey Dean simplesmente deixou passar.
Talvez se ela aceitasse Anthony, ela estaria viva até hoje. Veria Liza sendo indicada ao Oscar e ganhar, e várias outras coisas.
É engraçado como uma menina que seguia a estrada de tijolos amarelos atrás do mágico de Oz, se tornou num furacão sem rumo a procura de amor.
Judy tinha tudo pra dar certo. Mas, nem tudo acontece do jeito que queremos.
Dessa história toda, eu tiro uma coisa: A gente tem que lutar sempre. Sempre.

Se temos que matar um leão por dia pra sobreviver, vamos matar dois.

Bom, talvez, se Judy tivesse matado todos os leões que a atormentava, teríamos ela aqui ainda. Ou não, mas a galera dos anos 70, 80 poderiam ter visto uma Judy Garland diferente.
Devemos sempre correr atrás do que queremos. Seja nossos sonhos, nossos amores, nossas brigas. É bom nunca deixar pra amanhã. E eu descobri isso na marra.


Antes de de acabar o post de hoje eu quero comentar uma coisa: O Oscar foi muito bom. Mas, algumas das minhas apostas foram erradas. E essas erradas, eu fiquei bem decepcionada pelos filmes terem perdido.

Enfim, é isso.
Boa Noite e Boa Sorte.